Artigos: 2007

O veneno que desgastou o franquismo

Passado/Presente - a construção da memória no mundo contemporâneo
De Miguel Cardina.
(…) Entre 1966 e 1969, ao mesmo tempo que se formam sindicatos democráticos em quase todas as universidades espanholas, endurece a repressão, modo encontrado pelo regime para contrariar a «espécie de crise endémica da vida ‘normal’ da universidade» (p.231). O momento simbólico deste recrudescimento repressivo foi a detenção e morte de Enrique Ruano, militante da FLP, a 20 de Janeiro de 1969. (…)

Os usos políticos do passado: a construção da história da União Nacional Dos Estudantes na sua reconstrução (1976-1979)

Associação Nacional de História – ANPUH — XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - 2007
Angélica Müller
O trabalho tem por intuito analisar a construção histórica da União Nacional dos Estudantes (UNE) feita pela Memorex, uma revista publicada pelo Diretório Central dos Estudantes da USP em 1979 que narra a trajetória da entidade. Este ano representa o marco de reconstrução da UNE pelo movimento estudantil. Tal reconstrução se baseia em uma nova cultura política centrada na luta pela democracia. As diferentes tendências do movimento reconstituíram esse passado a partir de questões do presente com o objetivo de legitimar a batalha contra o regime militar.

Outubro

A vida de Che

Publicado no site do MST em 04/10/2007
Por Centro de Estudos Che Guevara, Havana, Cuba

Setembro

30 anos de uma prisão

Agência Carta Maior
Há 30 anos escritor era preso por publicar o primeiro romance/depoimento sobre a guerrilha no Brasil. Isso depois de ficar preso durante 5 anos condenado por sua militância. No processo, houve pronunciamentos até sobre teoria literária. (…)

30 anos da invasão à PUC-SP

CMI, 21/09/2007 às 14:24
(…) 30 anos após a fatídica noite de 22 de setembro de 1977, em que cerca de 2000 estudantes se reuniram nas imediações do Tuca — teatro da PUC-SP —, para tanto protestar em repúdio ao cerco policial que impedira a realização do III Encontro Nacional dos Estudantes no dia anterior quanto para comemorar a realização clandestina do evento nas dependências da PUC-SP naquele dia, vemos novamente a autonomia universitária ser quebrada e sob o comando de alguém que já esteve do lado dos estudantes e hoje parece que se esqueceu disso. (…)

Mídia, movimento estudantil e os recursos públicos

Observatório da Imprensa, ANO 12 - Nº 449 - 4/9/2007
Por Otávio Luiz Machado
(…) a parceria com a Rede Globo não abriria espaço mesmo para a realização de outros aspectos de pesquisa no projeto, assim como não permitiria gravar entrevistas com todos os ex-militantes importantes para a história do movimento estudantil brasileiro. Através do vídeo, também, como é natural, poucos se arriscariam a relatar questões fundamentais para a história do movimento estudantil, como é o caso do apoio da própria Rede Globo à ditadura militar. (…)

Agosto

Brasil - Filosofia e Educação: novas perspectivas

Claudemiro Godoy do Nascimento.
(…)não há como negar a filosofia sem fazer filosofia, porque para se negar o valor da filosofia dentro do mundo é preciso ter uma concepção do mundo que sustente tal negação. (…)

UNE: Rumo a outros 70 anos

Lúcia Stumpf
(…) Nossa entidade está em plena forma e pronta para viver mais 70 anos. Olhamos para frente e sonhamos alto com a certeza de que ainda estão presentes os ideais que impulsionaram a vida de Honestino Guimarães, Alexandre Vannucchi Leme, Edson Luis, Helenira Rezende e muitos outros que doaram a vida por acreditar na transformação do Brasil e do mundo. (…)

Jornada da Educação: uma luta que nos UNE

PT — Diretório Nacional, 21/08/2007 14:15
Por Bruno Elias
(…) Nas universidades públicas, por exemplo, ganha força a luta pela Assistência Estudantil. Efetivar políticas que garantam a permanência dos estudantes, através da construção de restaurantes universitários, moradias estudantis, creches, bolsas permanência, entre outros, é um passo fundamental na democratização das nossas universidades. Atenta a essa realidade, a UNE está reivindicando a construção de um Plano Nacional de Assistência Estudantil, com verba específica de no mínimo 200 milhões de reais. (…)

70 anos de conquistas, parabéns UNE

PT — Diretório Nacional, 13/08
Por Freed Lustosa
Dia 11 de agosto de 2007 celebraremos os 70 anos de conquistas da UNE, eu e milhares de estudantes do Brasil, principalmente os que militam no movimento estudantil. (…)

Julho

Cansei? Do quê?

Blog Eco-Subversivo, 29 de julho
A nossa "elite branca", mais especificamente a elite paulistana, finalmente cansou. Estão lançando pela OAB um "Movimento cívico pelo direito dos brasileiros" e batizado como "Cansei". Foi idealizado pelo playboy empresário João Dória Jr., aquele que tem um programa em que entrevista personalidades da high society , promove eventos de cachorros e só fala de dinheiro. Com certeza ele deve estar muito cansado! (…)

A re-volta da política

Agência Carta Maior, 05/06/2007
Editorial
Contra todos os prognósticos, a ocupação da USP resistiu à má-fé do tucanato, ao imobilismo de uma esquerda engessada no aparelho federal e de um PT em rota de colisão suicida contra a própria história. Bem-vinda re-volta da ação política. (…)

Nova presidente da UNE quer “radicalização” e aproximação com movimentos sociais

entrevista com Lúcia Stumpf
13 de julho
Primeira mulher eleita nos últimos 15 anos para presidir a UNE, Lúcia Stumpf explica o que pensa no caso da educação. (…)

Emergência e contestação

Segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Alvaro Bianchi
O movimento estudantil atual é um movimento de contestação. (…) Apenas quando a contestação se transforma em revolução aparece a alternativa e a negação da negação pode ter lugar. A revolução não apenas nega o presente. Ela também afirma uma nova ordem. Maquiavel já anunciava que não havia coisa “mais difícil de se fazer, mais duvidosa de se alcançar, ou mais perigosa de se manejar do que ser o introdutor de uma nova ordem” (MACHIAVELLI, 1971, p. 265). (…)

Junho

O movimento estudantil e as ocupações

Blog de Alvaro Bianchi (28/06/2007)
Henrique Carneiro, Ruy Braga e Alvaro Bianchi.
(…) A ação dos estudantes é uma resposta vigorosa à crise das universidades paulistas. Essa crise não começou com os decretos do governador José Serra. A redução do quadro docente e seu envelhecimento, as restrições orçamentárias, o estrangulamento do financiamento estatal para a pesquisa e a pós-graduação são sintomas dessa crise. Mas se o governador não criou essa crise ele sem dúvida a agravou com seus decretos, com a criação da Secretaria de Ensino Superior e com a nomeação do professor José Pinotti, vice-reitor das Faculdades Metropolitanas Unidas como secretário. (…)

Autonomia universitária como projeto: o estado atual de uma contenda

Blog de Alvaro Bianchi, 28 de junho de 2007
(…) O novo decreto, denominado de “declaratório” determina uma “interpretação autêntica” sobre os dispositivos anteriores fixando “o sentido exato dos referidos decretos”. (…) O Decreto Declaratório atende aos requisitos formais e materiais de um decreto do Executivo e por essa razão tem o efeito de dispositivo específico que se sobrepõe aos precedentes. Essa foi, evidentemente, a saída encontrada pelo governo para revogar os decretos que feriam a autonomia universitária, sem admitir sua derrota e a vitória do movimento. O importante, pois, é discutir o conteúdo do Decreto, mais do que a forma que ele assumiu. (…)

Carta aos Estudantes Participantes do 50º Congresso da UNE

CMI — Centro de Mídia Independente, 25/06/2007 às 14:36
Por Otávio Luiz Machado
(…) O material em forma de livro produzido pelo MME intitulado "Memória do Movimento Estudantil" (Editora Museu da República) sequer é encontrado nas bibliotecas universitárias do país. O que esperar de um projeto beneficiado com cerca de um milhão e quinhentos mil reais (na primeira parcela) que não pode enviar pelo menos um exemplar de um livro gratuitamente às principais universidades? O que faremos? Teremos acesso aos resultados do projeto Memória do Movimento Estudantil apenas pela televisão? E em programas pagos com muito dinheiro público novamente pelos patrocinadores? (…)

O movimento estudantil volta a um passado perdido?

Vermelho, 13 de junho de 2007 — 16h01
No ano em que se rememoram os trinta anos dos protestos estudantis contra os desmandos do governo militar, quando milhares de estudantes se manifestaram nas universidades e foram às ruas, em 1977, em luta pela anistia dos presos políticos, resultando em prisões e vários feridos, estudantes de várias partes do Brasil retornaram a cena política e social. …

USP – Os tucanos na contramão da História

PT: Assembléia Permanente, 12/06/2007
Por Walter da Silva
(…) O restaurante era industrial e ocupava a maior parte do Centro de Vivência. Sobrava espaço para a lanchonete (administrada pelos estudantes) e uma área destinada aos bailes e às apresentações teatrais. No enorme espaço de lazer concentravam-se as reuniões e as assembléias dos cruspianos. Certa vez, fizemos greve geral contra o restaurante, após uma disenteria coletiva. Os alunos da geologia (alameda Glete) complementavam nossas refeições, que passaram a ser feitas pelos estudantes, no fogão da lanchonete. Pois bem, numa madrugada do mês de julho o então comandante Paula Souza chegou no CRUSP, acompanhado da Polícia Militar, para a retirada do fogão. Os estudantes desceram dos apartamentos (4:30 horas da manhã) e acompanharam a retirada do fogão, ao som do Hino Nacional. Quando, de repente, um brucutu investiu sobre os cruspianos, atolando no gramado entre os prédios. (…)

Maio

Estão brincando com fogo

Veja São Paulo, 30 de maio de 2007
Por Alvaro Leme, Maria Paola de Salvo e Sandra Soares
Com baderna e reivindicações oportunistas, uma inexpressiva parcela dos 80 600 alunos da Universidade de São Paulo mancha a imagem da maior e melhor instituição de ensino do país …

O Movimento estudantil no Mackenzie: esquecimento e memória

Pelo Prof. Dr. Marcel Mendes.
(PDF, 47 páginas)
O objetivo desta comunicação é analisar possíveis conexões e paralelismos do chamado “movimento estudantil” nacional com a comunidade universitária do Mackenzie especialmente por meio dos seus órgãos de representação discente, bem como discutir as (in)compatibilidades entre as agendas temáticas das mobilizações nacionais e as prioridades do ideário mackenzista. (…)

Ocupação da USP e os caminhos e descaminhos do movimento estudantil

PT — Diretório Nacional, 25/05/2007
Por Ana Carolina Caldas
(…) Inspirada nos protestos da vida das caras ou bandas pintadas, nesta ocupação da USP e em outros atos de rebeldia sem violência, mas para promover mudanças… é que defendo e continuarei sempre defendendo - que a irracionalidade, a paixão, o ímpeto continuem PELO AMOR DE DEUS a fazer parte do MOVIMENTO ESTUDANTIL. Que os militantes do Movimento Estudantil deixem a racionalidade para quando virarem burocratas talvez (e espero que não virem…). (…)

Ocupação da USP: limites para avançar

PT — Diretório Nacional, 23/05/2007
Por Diogo Frizzo
(…) Os partidos, em especial o PSOL e o PSTU, que insuflaram a ocupação, acreditavam que conseguiriam dirigir o processo e, com isso, talvez trouxessem novos militantes para suas fileiras. Mas foram percebendo que a cada dia isso se tornava mais difícil, primeiro o PSOL e depois o PSTU. O discurso antipartido domina o clima da ocupação. (…) Por isso a palavra de ordem a partir de agora deve ser: desocupa!

Março

A reconstituição histórica dos movimentos estudantis: um debate sobre esquecimentos, celebrações, reflexões, comemorações e contra-comemorações

Revista Eletrônica Cadernos de História: publicação do corpo discente do departamento de história da Universidade Federal de Ouro Preto.
Ano II, n. 01, março de 2007
Otávio Luiz Machado1
O tema esquecimento e memória é muito importante para a História. E assim, colocar em pauta o que foi esquecido e merece ser lembrado faz parte do ofício do historiador. A súbita preocupação do tema movimento estudantil por parte de entidades políticas ou privadas merece a total atenção. A falácia destas entidades de que cumprem importante papel com a recomposição dos arquivos sobre o movimento estudantil, inclusive para facilitar o trabalho dos pesquisadores, deve ser visto como ocultamento de uma outra tarefa a que se sujeitam: a continuidade da instrumentalização política de entidades estudantis e a permanência nefasta de uma indústria cultural levada a cabo por grupos monopolizadores da cultura brasileira. A gestão da documentação estudantil deverá ser realizada por órgãos públicos, principalmente universidades, que constituem um patrimônio cultural de grande importância, pois o controle da sociedade na questão da gestão destes documentos é imprescindível para a garantia do acesso de pesquisadores e do público não especializado interessado na temática.

Janeiro

Na vanguarda dos anseios populares

Problemas Brasileiros, nº 379, jan/fev 2007
Por João Mauro araújo
(…) Cada pedaço da rua pode virar uma arma em potencial. Pedras arrancadas da calçada, cabos de madeira ou ferro que sustentam faixas ou bandeiras, garrafas, latas e toda sorte de entulho espalhado acabam servindo de "munição". A sensação é de que tudo se move ao mesmo tempo, e o barulho dos gritos se confunde com as explosões. Os carros estacionados viram barricadas, enquanto se alastra a fumaça do gás lacrimogêneo arremessado pelos policiais no meio da multidão. Muita correria, escassa visibilidade. Pessoas se perdem, outras são feridas e presas. Algumas vezes o aparato repressor vem a cavalo, noutras traz cachorros; há ainda carros blindados disparando jatos de água, armas cuspindo balas de borracha ou metal – ninguém sabe ao certo, somente quando atinge a pele. Ao término da passeata, os estudantes se recolhem, os militares retornam aos caminhões. No dia seguinte, a contagem das baixas, as notícias manipuladas pelos jornais dos respectivos lados. Não obstante, o asfalto vai sendo varrido, como que se preparando para a próxima batalha urbana. (…)

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