Honestino, um líder nato

CMI — 28/05/2005
Por Leonardo Rossi

Em 47 no interior de goias, pacata cidade de Itaberaí, o Brasil pari um filho que influenciou uma segmento estudantil inteiro. Mas este mesmo Brasil por meio da "DITADURA" cala Honestino; mas ele deixou bem claro: "Podem nos calar, até nos matar mas mesmo assim nós voltaremos e seremos milhões"

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Líder estudantil desde os tempos de colégio, Honestino Monteiro Guimarães sonhava em ser presidente da República. Em brincadeiras de rua, chegou a nomear os dois irmãos ministros da Aeronáutica e da Marinha. Gostava de bolar estratégias, coordenar reuniões e promover mini-comícios. O tempo transformou-o em um ativista.

O sonho de mudar o mundo coincidiu com a vinda para Brasília – em 1960, Honestino e sua família deixaram a pequena Itaberaí (GO) e vieram para o Distrito Federal. Em meados daquela década, Honestino projetou-se como um dos personagens políticos mais importantes da capital. Alcançou a presidência da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB) e, em seguida, comandou a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Inteligente e habilidoso na arte de convencer, especializou-se em incomodar o regime militar. “Eles tinham medo da força do meu filho”, revela a mãe, Maria Rosa Leite Monteiro, 76 anos. O engajamento, os protestos públicos e as opiniões confrontavam com o projeto de país imposto à força pelo regime. Perseguido, foi torturado, preso várias vezes e classificado pelo governo da época como “comunista e subversivo”. “Eles não conseguiram intitulá-lo como terrorista. A luta era ideológica. Honestino sempre buscou a justiça”, defende o irmão mais novo, Norton Monteiro Guimarães, 54 anos, que mora em Águas Claras, bairro de Brasília.

Mesmo com as mortes do pai Benedito (no dia 17 de dezembro de 1968 num acidente de carro. Nessa época, Honestino já estava foragido desde a instauração do Ato Institucional nº 5, decretado quatro dias antes) e da irmã Mary Rose Leite Monteiro (morta, aos 28 anos, devido a complicações de diabetes), a família continuou unida. O outro irmão de Honestino, Luís Carlos Monteiro Guimarães, 55 anos, reside também em Brasília.

No dia 10 de outubro de 1973, Honestino Guimarães – à época, com 26 anos – foi preso pela última vez. Vivendo na clandestinidade há cinco anos, acabou capturado no Rio de Janeiro pelas forças oficiais. Daquele ano em diante nunca mais foi visto. Hoje, seu nome faz parte da lista dos desaparecidos políticos do Brasil.

Uma guerra ideológica resultou, em mortes pela ignorância de militares e policiais os quais são uns coitados, são " cachorros-mandado" até os dias de hoje. Enquanto agridem a população, exclamão com altivez: "É pra sua proteção, é pra sua segurança…"
Mas toda essa história destruidora de militares e policiais, não mudou a ideologia de um povo, uma nação, FOME DE JUSTIÇA. Honestino é um exemplo vivo disso, é que mesmo na situação em que estava numca denunciou um companheiro e resistiu até as últimas consequências dos seu atos

"Eles podem derrubar uma, duas, ou até três flores, mas numca conterão a primavera"
(Che guevara)

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