Diretor Gabriel Cohn Comemora Fim de Ano Concretando Acesso ao Porão

MNN — Brasília17, 07.01.2008
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Diante das respostas dos estudantes a cada ataque a seus direitos democráticos, o diretor da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP), Gabriel Cohn, num ato intransigente que relembra períodos obscuros deste país, resolveu dar um cala-a-boca geral na estudantada: fechar a entrada do espaço dos estudantes da Filosofia-Ciências Sociais, o “Porão”, com concreto!

O caráter inacreditavelmente autoritário da atitude se evidencia ainda mais na data escolhida pelo diretor para começar a “obra”. Num ato de covardia, pelas costas dos estudantes, a obra começou no dia 27 de dezembro — ou seja, dois dias depois do natal — e se estendeu até o dia 6 de janeiro, num período em que nenhum estudante se encontrava na faculdade.

Curiosamente, com a ação, o intransigente diretor desrespeitou até a suposta “democracia universitária”, vez que a obra não passou por nenhum conselho da faculdade nem por nenhum processo de licitação. Mais ainda, na última reunião de 2007, a Congregação da faculdade se posicionou, em sua esmagadora maioria, terminantemente contra qualquer modificação nos espaços estudantis durante as férias. Assim, a ação do diretor joga no lixo toda a fachada democrática da universidade e aparece como o que realmente é: um ato político de ataque à liberdade democrática de organização dos estudantes.

Gabriel Cohn já disse publicamente várias vezes que retirará os espaços estudantis da FFLCH, começando pelo porão, custe o que custar. Por isso mesmo, o histórico de luta dos estudantes pelos seus espaços autônomos se confunde com o avanço da intransigência da Diretoria.

A trajetória autoritária de Gabriel Cohn e a luta dos estudantes
Em 2006, quando assumiu a diretoria da faculdade, Gabriel Cohn anunciou seu projeto de retirada dos espaços estudantis, travestido em “reforma da FFLCH”. Ainda naquele ano, pouco depois do anúncio do diretor, estudantes da FFLCH organizaram um ato que ocupou a diretoria e a sala de Cohn por algumas horas. Ao final do ano os estudantes de toda a USP realizaram um ato até o Largo da Batata em defesa dos espaços estudantis.

Nas férias de 2006/2007, como agora, Cohn resolveu enjaular o espaço do Porão. No primeiro dia da calourada os estudantes em ATO/FESTA derrubaram as grades de ferro que fechavam o porão e retomaram o espaço.

Em novembro de 2007, Gabriel Cohn, burocrata incansável, deu um ultimato para que os estudantes deixassem o porão. A data era o dia 14 do mês. Neste dia, os estudantes realizaram uma festa na qual quebraram mais uma grade e liberaram o acesso do Porão ao gramado da frente, que continuava fechado.

Agora, mais uma vez, nas férias de 2007/2008, o autoritário diretor da faculdade resolve atacar os estudantes novamente.

Os estudantes não vão permanecer calados!
Será dada a resposta!

1a reunião para discutir o ato do Gabriel Cohn: 3ª feira, dia 8, às 18h30 no espaço estudantil Sociais/Filosofia.

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