Regras da Sinuca

Regras da sinuca elaboradas pela Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca e aprovadas em assembléia no dia 29 de maio de 2008.

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BILHAR E SINUCA
Consolidação aprovada em Assembléia de 29.03.2008.
Estas regras respeitam normas nacionais e são complementadas pelo Regulamento dos Esportes do Bilhar, cuja integração e conhecimento são obrigatórios, sendo adotados os conceitos nele contidos.

Artigo 1º — DO JOGO E PARTIDA

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  1. Definições sobre jogo, partida, ação e tempo de ação, tacada e tacada contínua, tabela de mesa e tabela de jogo e outras aqui não abordadas, respeitam as normas do Regulamento dos Esportes do Bilhar.
  2. As partidas são disputadas por dois ou mais jogadores usando uma bola branca e sete coloridas valendo: vermelha 1; amarela 2; verde 3; marrom 4; azul 5; rosa 6 e preta 7 pontos.
  3. A branca é identificada como “tacadeira”. A bola de menor valor em jogo é identificada como "bola da vez" e as demais como "coloridas".
  4. A finalidade da partida é, respeitando as normas e usando a impulsão da tacadeira, movimentada por um toque da sola do taco, encaçapar as bolas da vez e coloridas em seqüência ordenada crescente.
  5. Quando visadas em jogada, são consideradas como:
    1. “bola livre”, quando não há penalidade por não ser encaçapada; e
    2. “bola com castigo”, quando determinará penalidade se não convertida.
    3. A tacada é iniciada pela bola da vez, que em jogada lícita é “livre” de penalidade, ou opcionalmente por uma colorida sujeita a "castigo".
    4. Encaçapada uma colorida em início de tacada, em seguida é visada obrigatoriamente a bola da vez.
    5. Convertida a bola da vez, obrigatoriamente no ataque pode ser jogada uma colorida livre que, encaçapada, oferece opção de jogar outra colorida, também no ataque e sujeita a “castigo” se não convertida. Encaçapando-as, é jogada obrigatoriamente a bola da vez, e assim sucessivamente até o final da partida.
  6. Exceto a da vez convertida licitamente, retornam ao jogo em sua marca as bolas encaçapadas, as lançadas fora da mesa e/ou as encaçapadas com falta, inclusive a da vez.
  7. Convertida a bola da vez e em seguida a colorida de valor unitário imediatamente superior, esta é considerada como colorida se convertida ou como da vez quando não encaçapada ou jogada em defesa.
  8. Demarcadas no campo de jogo ou subentendidas:
    1. a marca da bola vermelha é localizada no campo de jogo superior direito, sobre a linha transversal coincidente com a marca da bola 6, eqüidistante entre esta e a tabela lateral superior direita; e
    2. o ponto neutro é localizado no arco do semicírculo “D”, coincidindo com a linha longitudinal.

Artigo 2º — DA SAÍDA

  1. Para a tacada de saída de partida, as bolas de 1 a 7 são colocadas em suas respectivas marcas. Sem tocar em outra, a tacadeira é usada como "bola na mão", colocada em qualquer ponto sobre e/ou delimitado pelo semicírculo "D".
  2. A saída da primeira partida de jogo é decidida por sorteio e o vencedor joga ou transfere a ação, sem direito a recusa. São alternadas as saídas das partidas seguintes.
  3. Na saída é jogada a bola 1, sendo repetida sem penalidade se:
    1. for encaçapada;
    2. for cometida falta; ou
    3. impedido por bico de tabela ou outras bolas, for impossível o movimento natural e direto da tacadeira para tangenciar ("tirar fino") ambos os lados da bola 1.
  4. Na condição da alínea “c” do inciso “3” anterior, o oponente pode optar por jogar, continuando a partida.

Artigo 3º — DA SINUCA

  1. Existe situação de sinuca quando o jogador está impedido de impulsionar a tacadeira direta e naturalmente para atingir a bola da vez, ou outra obrigatoriamente visada, tangenciando ambos os lados.
  2. A situação de sinuca é caracterizada como:
    1. “total”, quando impossível movimentar a tacadeira para atingir direta e naturalmente qualquer ponto da bola da vez, ou outra obrigatoriamente visada, impedida por obstáculo de outra(s) bola(s) que não a “da vez” e/ou “bico de tabela”.
    2. “parcial”, quando a bola visada pode ser atingida em tacada direta e natural, ainda que em um único ponto.
  3. Mesmo se acidental, a sinuca é lícita quando originada em jogada sem falta na bola da vez, exceto nas saídas.
  4. Exceto seu “bico”, tabela delimitadora do campo de jogo não é considerada como obstáculo para avaliação de situação de sinuca.

Artigo 4º — DA RECUSA

  1. Jogador com direito à ação pode recusar a jogada, "passando-a" ao adversário sem direito de recusa, após este:
    1. cometer falta;
    2. jogar bola colorida sem encaçapar, livre ou não.

Artigo 5º — DA IDENTIFICAÇÃO DE JOGADA

  1. Antes de jogada não evidente, são cantadas a bola e a caçapa visadas.
  2. Sem necessidade de identificar quantidade de toques, deve ser cantada a jogada que pretende atingir a bola visada depois de toque da tacadeira em tabela, exceto quando evidente.
  3. Jogada evidente é dispensada da cantada.
  4. É evidente a jogada direta ou indireta claramente direcionada, que não tenha próximas ou no mesmo alinhamento outras bolas que possam ser visadas.
  5. A decisão sobre evidência em jogada cabe exclusivamente ao árbitro, ou substituto que, julgando necessário, pode solicitar esclarecimento sobre a intenção planejada, mesmo interrompendo ação.
  6. É considerada como de defesa a jogada em bola da vez não evidente e sem cantada.
  7. É admitida como lícita a jogada evidente que, por falha sem dolo, é cantada erradamente no valor da bola ou caçapa visada.
  8. Antes da tacada, o jogador pode modificar a cantada. Pode também indagar ao árbitro, e será respondido, se a tacadeira está ou não "colada" a outra, ou se está corretamente posicionada na área do semicírculo “D” para saída ou retorno ao jogo.
  9. Retornando ao jogo como “na mão”, a tacadeira tem posicionamento limitado pelo semicírculo "D" e/ou sobre sua linha e pode ter posição e cantada alteradas antes da tacada. A condição permanece quando a jogada é transferida ao oponente.

Artigo 6º — DO RETORNO E POSIÇÃO DE BOLA

  1. Obstruída sua marca, a bola que ao jogo retorna é colocada na marca desocupada de outra bola de maior valor. Se todas ocupadas, é colocada no "ponto neutro".
  2. Retornando simultaneamente ao jogo duas ou mais bolas, tem preferência de colocação a de maior valor.

Artigo 7º — DA PENALIDADE

  1. Pontos que penalizam por faltas são creditados ao adversário.
  2. Penas por faltas são:
    1. após falta técnica;
      1. pena de 7 pontos;
      2. o penalizado perde direito à tacada;
      3. o beneficiado pode jogar ou transferir a ação ao penalizado, sem direito de recusa.
    2. após falta disciplinar;
      1. em primeira ocorrência, pena de 7 pontos e enquadramento como advertência;
      2. em reincidência, desclassificação com derrota no jogo.
    3. após falta grave:
      1. pena de 7 pontos; e
      2. desclassificação com derrota no jogo.
  3. Penas por falta técnica não são cumulativas, prevalecendo a maior de mesma ação.
  4. Penas por falta disciplinar e/ou grave são cumulativas à pena por falta técnica.

Artigo 8º — DA FALTA

  1. Praticadas sem dolo são faltas técnicas:
    1. encaçapar a bola branca (“suicidar”);
    2. dar mais de um toque na tacadeira (“bi-toque”).
    3. conduzir a tacadeira quando não colada à bola visada (“carretão”);
    4. jogar bola colorida em defesa;
    5. acidentalmente lançar bola fora da mesa;
    6. acidentalmente originar salto da tacadeira sobre outra bola que não a visada;
    7. jogar em, ou com, bola errada;
    8. jogar com bola em movimento ou retornando ao jogo;
    9. jogar com qualquer parte do taco que não a ponteira;
    10. jogar sem ter contato com o piso;
    11. jogar com a tacadeira fora do semicírculo "D", após estar "na mão";
    12. encaçapar bola não visada;
    13. converter duas ou mais bolas na mesma tacada;
    14. converter bola em caçapa não cantada ou evidenciada;
    15. não converter bola colorida sujeita a “castigo”;
    16. não tocar primeiramente na bola visada, exceto quando cantado ou evidente o uso de tabela;
    17. não cantar jogada não evidente;
    18. tocar indevidamente em qualquer bola.
  2. São falta disciplinares e/ou disciplinares grave:
    1. intencionalmente praticar falta; ou
    2. praticar atos considerados como falta disciplinar ou disciplinar grave, conforme previsto no Regulamento dos Esportes do Bilhar e na legislação desportiva.

Artigo 9º — DO ENCERRAMENTO DE PARTIDA

  1. A partida é encerrada quando:
    1. é definitivamente encaçapada a bola 7 com vantagem no placar, ou convertida definitivamente a bola 6 resultando em diferença superior a 7 pontos favoráveis;
    2. um dos jogadores reconhece a derrota na partida;
    3. estão em jogo a tacadeira e as respectivas bolas, e a diferença de pontos entre os jogadores atinge valores maiores que:
      1. 46 pontos, com a bola 5 como a da vez;
      2. 27 pontos, com a bola 6 como a da vez; ou
      3. 7 pontos, com a bola 7 como a da vez.
    4. um dos jogadores reconhece a derrota na partida.
  2. Se a situação da alínea “c” do inciso “1” anterior é atingida por crédito de pontos por falta do oponente, o vencedor não é obrigado a continuar a partida. Atingida em tacada contínua, é realizada a jogada seguinte.
  3. Terminada partida com empate de pontos a identificação de vencedor ocorre por meio de “partida complementar”, retornando ao jogo a bola 7 em sua marca, a branca como “na mão”; e:
    1. a saída é decidida por sorteio, independentemente da seqüência anterior, que permanece a mesma; e
    2. o vencedor joga ou passa a saída, sem direito de recusa, sendo respeitadas as normas regulares, adaptando o necessário.

Artigo 10 — DO ENCERRAMENTO DE JOGO

  1. O jogo é encerrado quando:
    1. é atingido número predeterminado de vitórias em partidas;
    2. um dos jogadores reconhece a derrota no jogo;
    3. é aplicada penalidade por segunda falta disciplinar ou uma falta grave;
    4. o jogador é desclassificado.

Brasília,29 de março de 2008
Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca

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