Fórum da Ocupação, 07 de janeiro de 2008
Em 2007 apareceu o movimento mais anarquista, irreverente e irônico do Movimento Estudantil da USP: União da Juventude Jacobina — UJJ.
Como toda boa sátira, brincando dizia verdades.
Se alguém souber por onde anda a UJJ, por favor, peça que contatem este blog. Este espaço está franqueado para os affiches da União da Juventude Jacobina.
Aproveitamos e reproduzimos o primeiro affiche oficial da UJJ, que saiu imediatamente após a ocupação da Reitoria, desvendando graves acontecimentos que envolveram o clero e a nobreza.

| A GUILHOTINA Um jornal atemporal União da Juventude Jacobina |
“Numa polis bem constituída, todos correm para as assembléias; sob um mau Governo, ninguém quer dar um passo para ir até elas, pois ninguém se interessa pelo que nelas acontece, prevendo-se que a vontade geral não dominará, e porque, enfim, os cuidados domésticos tudo absorvem (…) Quando alguém disser dos negócios do Estado: ‘Que me importa?’ — pode-se estar certo de que o Estado está perdido”.
Jean-Jacques Rousseau
Jacobinos e jacobinas!
Nas recentes mobilizações estudantis, o antigo-regime do ME foi posto em xeque; as decisões e manobras partidárias sofreram fortes abalos, mas ainda são uma ameaça ao processo revolucionário!
Algumas reflexões: o famigerado “Dia do Pula Pirata”
Certos episódios ocorridos durante a ocupação da Bastilha já entraram para a história do M.E. O mais famoso e triste ficou conhecido como “Dia do Pula Pirata”. O clero tentava de qualquer maneira sair da ocupação. Mais precisamente desde o terceiro dia de ocupação, já tentavam de todas as formas minar o movimento que cada dia ficava maior; desejavam capitalizar em cima de uma suposta vitória sobre a Nobreza. Após dias de conflituosas discussões, ofensas e desqualificações, o clero recebeu a visita do Papa Zé Maria XVI que, ao rodar a roda mística da correlação de forças, percebeu a importância que este movimento representava e no potencial de arrebanhar cordeiros para o seu rebanho caso a postura dos clérigos mudasse em favor do crescente movimento.
Através da Bula Papal publicada no 22 floreal de 218, a orientação dos clérigos mudou repentinamente. Em assembléia (representados pelo aspirante a Bispo, noviço Gabriel), pateticamente pediram desculpas pelo comportamento que tinham tido até aquele momento. Tarde demais. O povo não se dobrou e, mais uma vez, impôs uma derrota moral ao clero.
A realeza e o medo da Declaração dos Direitos dos Homens
A realeza, percebendo que havia perdido o controle sobre a turba enfurecida que começava a buscar novas formas de ser organizar, começou uma verdadeira campanha de ameaças e desqualificações. Entrou para ao anais da história a celebre frase da Rainha Sol: “Eles são vazios politicamente, que comam brioches!” ou mesmo quando defrontada com o povo sedento por transformações, tentou acalmar os ânimos lendo uma carta do Conde de FFLCH, Gabriel Cohn, e foi imediatamente rechaçada.
Diferentemente do clero, não houve consenso na realeza sobre o que realmente estava acontecendo, e agarrada a seus supostos privilégios, sucumbiu frente a força do povo.
A Bastilha foi desocupada: e agora?
Caros jacobinos e jacobinas: a revolução não terminou. É fato que devemos ficar atentos aos ataques da gironda, mas também a possibilidade da organização de um movimento de restauração. Vislumbrando isso, a UJJ (União da Juventude Jacobina) convoca todos aqueles simpáticos a causa Jacobina para a 1ª Convenção dos Jacobinos que será realizada no dia 20 Messidor de 218 (3 de julho de 2007).
15 Messidor de 218 (28 de junho de 2007)


